Um dia típico na comunidade de Santo Antonio – 2ª parte

No Santo Antonio. Foto de Elisa Regueira

No Santo Antonio. Foto de Elisa Regueira

Terminado o almoço, bem satisfeitos, ficam a redor da mesa, fumam um cigarro, tomam café, falam um pouco sobre as novidades, a natureza do mundo e, às vezes, sobre Deus. Não ficam muito tempo; sempre tem algo para fazer. Dois homens vão para a mata para buscar carne para o dia seguinte; se não encontrar nada, não importa – sempre pode se encontrar um peixe ou, de noite, pode ir um pouco mais longe e pegar um jacaré [esta abundância é própria de uma estação do ano só].

Mas o jacaré não pode ser visto de tardinha. Para esperar a hora de sair ficamos na cozinha de Edna, uma das três que tem luz elétrica na comunidade. Em um canto os rapazes querem brincar de “sueca”, enquanto na mesa Fredivaldo prepara o urucum, o gengibre e o jenipapo para fazer tatuagens. Fredivaldo aprendeu as cores com os índios. E, como os índios, saem na noite, com uma zagaia aguda, para a tocaia do jacaré.

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