Arquivo da categoria: Beijús

Tamuá no blog de Terra Madre

Um dos produtos Tamuá, os beijús de Santo Antonio, são apresentados no blog de Terra Madre Brasil.

Citamos do site:

“A mandioca, aipim ou macaxeira são os nomes populares da Manihot esculenta, um arbusto cultivado em mais de 80 países e que constitui um dos principais alimentos energéticos consumidos no Brasil, por poder ser cultivada sem necessitar de recursos tecnológicos. O Brasil contribui com 15% da produção mundial da mandioca, que está entre os nove primeiros produtos agrícolas do país.

Foi cultivada por várias nações indígenas da América Latina que consumiam suas raízes, tendo sido exportada para outros pontos do planeta, principalmente para a África, na qual constitui, em muitos casos, a base da dieta alimentar.

No Brasil, o hábito de cultivo e consumo da raíz continua, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, onde a mandioca é muito utilizada para a fabricação de farinhas. Geralmente são produzidas de forma artesanal nas Casas de Farinha, envolvendo o trabalho familiar e comunitário, gerando renda para os pequenos produtores e garantindo o consumo próprio”.

Para ler mais, visite a página do blog de Terra Madre Brasil.

Anúncios

Beijús

A produção dos beijús, no Santo Antonio, é uma tradição antiga, sempre renovada.

Escreve De Sampaio no seu dicionaário “Alimentação sertaneja e do interior da Amazônia”:

Beijú ou bijú (sic!): Massa de mandioca, assada em forno de fazer farinha, geralmente usada para tomar com café, suco de frutas, etc.; assim, por exemplo, chama-se “paiauarú” o sumo de fruta com beijú. A. da Mata diz que os beijús, na Amazônia, são filhos de três espécies: o circular comum, o beijú membeca e o enrodilhado.

Santo Antonio produz diferentes tipos de beijús, entre os quais apresentamos os de mais fácil conservação.

Beiju mimoso: branco, levemente granulado, crocante e um pouco salgado, o beiju “mimoso” é o rei dos beijus da comunidade.

O beiju mimoso é feito a partir da tapioca, que, bem lavada, é passada num crivo bem fino e espalhada em cima do forno de torrar. Quando bem torrada, é dobrada. A melhor mandioca para realizar este beiju é a “tapioqueira”.

Beiju “Maria”: bem amarelo, fino, com formato de “lençinho”, o beiju “Maria” carrega em si ainda todo o perfume da massa da mandioca.

Faz o beiju “Maria” da massa da mandioca, bem lavada, temperada com sal, coada. Colocado em cima da folha da bananeira e escaldado no forno, é cortado e torrado. As vezes é acrescentada a castanha ralada. A mandioca mais apropriada para este beiju é a “redonda”, a “inambú” e a “tucumã”.

Beiju cica: Realmente o beiju cica de Santo Antonio, leve, bem torrado e perfumado, é um dos mais gostosos “cica” da região.

O beiju cica é feito da massa da mandioca, misturada com sal e bem prensada. Um punhado de massa é colocado na chapa do forno; é passada a mão com movimento circular e assim torrado. A mandioca mais apropriada para produzir este beiju é a pirarara e a abacatinha. O segredo dele é que a massa não é lavada e leva a tapioca e o tucupi.

Fontes:

  • O jeito de preparar os beijús é descrita pelas mulheres de Santo Antonio.
  • A. J. De Sampaio, Alimentação sertaneja e do interior da Amazônia. Onomástica da alimentação rural, Companhia Editora Nacional , São Paulo, 1944